VOE: como lidar com as feridas paternas

No VOE de hoje, vamos falar a respeito das dores e feridas emocionais relacionadas a figura paterna.

Lembrando que estamos debruçados na sabedoria da Cabala Ancestral. Esse é o momento que criamos a possibilidade de juntos construirmos saúde integral, em todas as áreas da vida!

Existem 12 áreas da vida que temos que desenvolver, através das quais a vida se expressa e se manifesta. Logo, é importante olharmos e entendermos a respeito de cada uma, pois são indispensáveis para o desenvolvimento do autoconhecimento. Assim, curá-las abre a possibilidade de alcançarmos nossas metas, sonhos e objetivos.

Uma dessas áreas é a saúde em relação a pai e mãe. Nos atendimentos terapêuticos é comum perceber as dores relacionadas a essa área.

Tudo que falarmos também pode caber na figura materna, porém vamos separá-las, porque são áreas que carregam dores muito profundas, estruturantes e enraizadas.

A maneira como vemos o mundo, a maneira como nos vemos, como interpretamos e lidamos com as coisas na nossa vida, são desdobramentos de uma estrutura interna que vamos construindo, e que tem, entre outras, sua origem no pilar paterno.

Olhando para o pilar paterno

Os pais podem ser, críticos, distantes emocionalmente, ausentes, violentos, e muitas vezes não demonstrar afeto. Além disso, podem ter vícios, em bebidas, em jogos e vários desdobramentos. Adicionalmente, podem ser desleais no casamento.

Dentro desse contexto, uma das feridas muito presente, são as dores relacionadas ao abandono, que acontecem quando o pai não se separa apenas da mãe, mas também dos filhos, causando um vazio que não entendemos de onde vem.

Assim, quando não olhamos para essas dores, vamos carregar internamente feridas que geram sequelas, nas nossas escolhas, no nosso comportamento, na autoestima, nas nossas decisões.

São escolhas e decisões que estamos fazendo sem perceber, mas que revelam um conjunto de crenças limitantes construídas a partir de experiências que tivemos, e que racionalmente podemos dizer que já passou, que superamos. Mas, na verdade, deixaram profundas cicatrizes, que provocam dinâmicas que nem sempre nos levam aonde gostaríamos de chegar. Sentimentos que impossibilitam a realização dos nossos sonhos e desejos mais profundos.

Nesse sentido, é pertinente lembrar que quando nos referimos as dores provocadas pela figura paterna, não estamos falando de falta de amor, mas de feridas que tem que ser curadas.

Dessa maneira, é muito comum as crianças se sentirem culpadas pelo abandono, pela rejeição, e isso acontece porque crianças ainda não estão com o cérebro biologicamente formado, e não tem um entendimento cognitivo do que está acontecendo. O que as leva a entenderem que tudo acontece por causa delas, fazendo se sentirem culpadas pelo o abandono paterno e suas consequências. Justamente por não terem ainda a capacidade de ver a amplitude da vida.

Esses são pontos que muitas vezes não queremos olhar, porém é olhando para esses pontos que podemos criar estratégias eficazes para transformar aquilo que ainda estamos carregando, como uma âncora na nossa vida.

Construindo o caminho do autoconhecimento relacionada à figura paterna

As perguntas são sempre essenciais para construirmos esse caminho de autoconhecimento e cura, por isso é importante que você se faça essa pergunta:

Você tem alguma dor, alguma ferida relacionada com a figura paterna?

Quando fazemos essa pergunta, criamos a possibilidade de olhar para isso e perceber que lugar ocupa isso dentro de nós, e como esses fatos podem estar repercutindo em várias áreas da nossa vida.

No entanto, mesmo sabendo que agora estamos adultos, e podemos ver os fatos de uma maneira racional, ainda não sabemos o que fazer com isso. O que nos leva a repetir padrões decorrentes do que nos aconteceu na infância.

As feridas produzidas na infância quando nos sentimos culpados pelo abandono, e por tantos outros comportamentos paternos ficam marcadas, vivas emocionalmente. E crenças vão sendo construídas a partir desses sentimentos, se desdobrando em autocobrança, autoexigência, e nos fazendo sentir desqualificados, incapazes. Formando cicatrizes que nos impedem de chegarmos aonde gostaríamos.

Essas dores, e suas sequelas, acompanhadas de seus históricos, acontecem com todos nós, com todas as famílias e em todos os lares, trazendo consequências e desencaixes para toda humanidade, culminando em violência, racismos, preconceito, etc.

Afinal, é preciso caminharmos juntos no amadurecimento de todos esses aspectos estruturantes, e isso só vai acontecer no coletivo.

Em síntese, somos seres sociais e precisamos caminhar juntos para a evolução da humanidade.

Portanto, estamos esperando você para que possamos construir juntos essa cura, voarmos para a próxima etapa, e alcançarmos outro patamar.

 

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